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]]>Como minha primeira coluna no MUNDO SBK fui resgatar um pouco da nossa história e trouxe para vocês a nossa pimenta Gu Guthy (Juliana Farsura).
Todas nós nos orgulhamos por feitos, por sermos as primeiras em algo, ou por termos feito algo pelo motociclismo nacional, sai noticias aqui e ali sobre as primeiras nisso ou naquilo, nunca se falou sobre a primeira mulher a fazer os 500 milhas de Interlagos, se falou sim na época, mas depois foi esquecido…
E eu como não poderia deixar de resgatar essa história pois sou a maior incentivadora da moto velocidade para mulheres como todos já sabem fui atrás da história que por coincidência é de uma integrante da CMM-Confraria das Mulheres Motociclistas (por mim fundada) seu nome: Juliana Farsura mas usa o Gu Guthy hoje com 31 anos de idade trabalho no setor financeiro da empresa do marido e adora esportes mas não esta mais no moto velocidade infelizmente.
Desde menina adorava carros e motos, aprendeu cedo com o pai o amor pela velocidade e adrenalina, e com apenas 17 anos a paixão pelas duas rodas e sem querer ou por destino meio no acaso quando viu estava sendo convidada a ir para o salão duas rodas e ser lançada para o Campeonato Brasileiro que não existia mulheres no Grid e de repente se viu sendo a primeira mulher a participar de um campeonato Brasileiro de Moto velocidade com uma 1000cc na época a febre eram as 500cc e no salão das duas rodas de SP ficou com a moto em um stand para divulgar que em 2005 teria uma novidade: UMA MULHER NESSE CAMPEONATO.
Daí em diante não conseguiu mais sair das pistas, única mulher no meio de 42 homens em um grid, fez uma participação na copa Ninja 250cc a convite do Casarini da Kawasaki mas sentiu a falta de “algo” ou Cavalos… Conta com bom humor a entrevistada.
Em 2009 foi convidada por um amigo a correr com ele nas 500 milhas, como não existia mulheres ficou com um pouco de receio em participar mas resolveu mergulhar nessa também escreve
ndo assim a história de primeira mulher nas 500 milhas Brasil de Moto velocidade, uma prova de endurance com uma moto de 1000cc. Hoje a piloto que foi a precursora de muitas que agora estão participando de todas as provas (inclusive das 500 milhas) se sente muito realizada com tudo isso e feliz por ter sido a pioneira e por fazer história. Segundo ela, deu coragem para todas as meninas que tinham vontade de estar nas pistas e isso é fato pois hoje em dia vemos muitas mulheres se adaptando a esse meio que é considerado (ainda) tão masculino. “Hoje os Box ficam mais brilhantes e charmosos com a presença das mulheres.” Diz a piloto que teve o seu “momento de fama”. Durante alguns anos, pois era a novidade no meio, chegou até a apresentar um programa na web o programama MOMENTO MOTO COM O DINNO BENZATTI.
Então amigos fica aí o registro da nossa pimenta GU GUTHY primeira mulher nas pistas em Interlagos 500 milhas
Mundo SBK por Cris Noskoski
Mulher pimenta (risos)
Cris Noskoski
Diretora Copa CMM Racing
Fundadora CMM Confraria das Mulheres Motociclistas
Passo Fundo RS
Se você nunca sentiu medo, vergonha ou dor, é porque nunca correu riscos!!!
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Não posso deixar de relatar a grande ajuda do amigo motociclista Giovane M Pasa em Laguna, desde a recepção, registrando minha chegada com foto, aquele abraço apertado de um irmão motociclista que está contente em ver que você chegou bem, sã e salva nessas estradas perigosas, principalmente a 101 e depois me levando ao mecânico do evento, mesmo que ele não deu jeito e sim o Gilmar, tem que ser motociclista mesmo e sugiro que faça parte no encontro como profissionais nesse evento de 2013….kkkkk.
Saímos do hotel em quatro mulheres motociclistas da CMM, Confraria das Mulheres Motociclistas, eu, Fátima Rossi, Edinéia Zimmermann e Beloni.
Antes de chegarmos à divisa, o sono bateu forte, devido não ter dormido na noite anterior preocupada se daria certo o conserto da minha moto e também por ter entregado ela, junto com os documentos a um desconhecido…kkkk.
Tinha trechos q senti que estava cochilando em cima da moto, dando aquelas fortes piscadas, desenvolvi de abrir a viseira do capacete com objetivo de bater o vento no rosto e despertar, mas como vi que não estava adiantando, pedi para as companheiras entrarmos em algum posto de gasolina, onde abastecemos as máquinas e tomamos um café, lavei bem o rosto e nuca com água fria, fiz umas flexões e retornamos na estrada.
Confesso que ao visualizar a placa da divisa do estado de SC e RS, fiquei muito emocionada, pois quando estive em uma viagem para o nordeste e cheguei até a placa do Rio Grande do Norte, idealizei naquele momento que estaria também registrando a placa do RS, e com o coração acelerado e adrenalina a mil, parei a moto e com os olhos cheios de lágrimas, dediquei aquele momento a meu saudoso pai, Russicle Costa, que além de passar o amor por duas rodas, conseguiu transmitir valores e conceitos que aonde vou, sou reconhecida pela enorme paixão de ser motociclista e bem recebida em qualquer lugar, pois acima de tudo com nossa atitude e postura, fazemos entender que o mundo em duas rodas é ótimo para interagir e trocarmos experiências, independente da cor, estilo, marca ou cilindradas da moto.
Quando chegamos a Torres/RS, fomos a lugares maravilhosos, como a praia de Guaritá, em quatro mulheres motociclistas com roupas e equipamentos de estrada, brincamos feitas crianças na areia da praia, fazendo pose e registrando tudo, molhei toda minha bota na água, pois veio uma onde e nos pegou desprevenidas, corremos dela, mas com o peso e a limitação da roupa, foi muito hilário; pois parecia um robô na água… kkk. Percebemos que alguns banhistas logo de principio, estranhavam nossa atitude, mas logo admiravam e entravam no clima, se oferecendo para registrar a foto para nós. Kkk
Sempre tirando fotos e fazendo brincadeiras e no morro do Farol em Torres, onde visualizávamos a praia lá em baixo, aquela beleza inesquecível e estavam saltando de Parapente, esporte muito radical, foi quando o rapaz ofereceu para eu saltar, que faria um preço legal, e com muita gente esperando minha resposta, de imediato respondi que eu voltava direto para o Pantanal, percorrendo longos trechos ou qualquer outro lugar, mas aquilo nem morta tinha coragem de fazer… kkk, foi a maior gozação. Sou mais pé no chão, em cima da moto, sinto mais segura, independente da velocidade, pois não gosto de arriscar em trechos que não conheço direito.
Nesse momento muitas pessoas que lá estavam pediam para tirar fotos conosco, fomos a atração do lugar…kkk
Almoçamos num lugar maravilhoso, perto do Rio Mampituba, chick no último, cheio de tendas e pedimos camarões que vieram espetados em abacaxi!!! E eu já tinha tirado as botas molhadas e esticado as meias no guidão, fazendo da moto um varal…kkk, mas como tinha deixado um chinelo fácil e uma bermuda, fiquei a vontade e pude apreciar mais ainda a companhia das lindas amigas gaúchas que me acolheram tão bem e fizeram desse momento como único e inesquecível.
Logo depois seguimos estrada com destino a entrarmos na Rota do Sol, também conhecida como RS 453, lugar maravilhoso, porém ao ver passar algumas motos, acelerei junto e perdi a entrada, mas logo algo em mim demonstrou que estava errado e quando parei a moto para perguntar já vi umas das amigas motociclistas que veio atrás, pois acelerei um pouco mais e passei a entrada…kkk, grande falha minha, pois tinha que estar no grupo com elas, mas estava também gostoso ir junto com o pessoal de motos esportivas e pude esticar…kkk, apesar de ter presenciado um fato inédito, estava atrás quando percebi que algo voou da moto na frente, e conseguindo desviar, constatei que os alforjes laterais se soltaram da moto, a ponto de acontecer um grave acidente, corri um pouco mais, para avisar o rapaz da moto, que por incrível que pareça, nem tinha percebido…kkkk.
Já estava sentindo dores de cabeça, garganta raspando e muita coriza, percebi que estava me pegando uma gripe muito forte, mas mesmo assim curtimos muito a Rota do Sol, paramos e tiramos fotos de lugares fantásticos, esculpidos por Deus mesmo. Como já eram perto das 16h, deparamos com grande fluxo naquelas curvas e estradas estreitas, com carros e caminhões que vinham acelerados e percebi que naquele momento qualquer deslize poderia ser fatal. Aqui em MS, tem somente retas infinitas e quando pego uma estrada com muitas curvas, vou com mais atenção e cautela, coisas de mulher precavida e sabe que uma queda não vai colar mais fácil os ossos na minha idade… kkk. Muito show de bola os dois túneis com curvas acentuadas que entramos nesse trecho, junto com o barulho do motor, eu gritava dentro do capacete, para dar eco…kkk
Em um determinado momento escutei uma freada brusca e ao olhar pelo retrovisor percebi que a amiga Edinéia que estava em apuros e num instinto de socorrer a amiga, estacionei a moto bem rápida e corri com o capacete para ver como ela estava, percebendo que foi só um susto, pois o carro da frente freou e a Shadow que ela estava acabou batendo na traseira do carro, e após dar água p ela e para mim também, para acalmar os ânimos, achamos melhor seguir, pois estávamos na curva e poderia ocasionar novo acidente, pois aglomeraram de curiosos. Demos um forte abraço e agradecemos a Deus por não ter acontecido coisa pior.
Chegando à Caxias do Sul, também Confrade da Confraria da Hayabusa, Ramiro Cavagnolli Soares estava nos aguardando e ao me conduzir até sua aconchegante residência, dei um forte abraço em sua esposa Suzimar Soares que havia feito o convite para estar conhecendo lá e de imediato me acomodou no quarto de hospedes, me deixando bem à vontade para descansar, mas eu não queria não e sim conversar, trocar experiências e relatos com a cultura do Sul, que tanto tive curiosidade, pois fui prenda de CTC. No dia seguinte ao amanhecer, me surpreendi com minhas roupas e botas todas limpas, que eles tiveram o trabalho de fazer essa boa ação para mim, confesso que fiquei perplexa, pois nunca tinha acontecido isso e a noite ela me levou chá na cama, para combater minha gripe e ainda me cobriu. Senti muito bem com todo aquele carinho e hospitalidade, percebendo o tanto que nos identificamos e fui acolhida.
No dia seguinte constatamos que o filho deles, Giovani Soares havia passado no vestibular, fizemos a maior festa, entramos no quarto dele com tudo e eu também no clima, pulei em cima dele, beijando e dando os parabéns, ali já estava me sentindo como parte da família. Kkk
No dia seguinte o amigo Ramiro levou minha moto para uma revisão em Caxias e fomos de carro conhecer Gramado e Canelas, principalmente o Parque do Caracol, com a imensa cachoeira. Estava acontecendo o Natal Luz em Gramado e foi muito marcante o café colonial que eles servem lá. Divertimos muito, conhecendo pontos turísticos nas duas localidades e também no trajeto, principalmente em Gramado o Museu de Cera, pois entramos no clima, fazendo brincadeiras e nos divertindo com aquelas imagens quase perfeitas, que pareciam humanas…kkk. Amei Harley Davison Motor Show, um bar temático, com várias Harleys dentro, contando a história dessa bela moto, com diferentes anos ali contatando verdadeiras beldades. Tinha Harley em cima do balcão, pendurada em correntes, em exposição alocada na caixa de vidro e em todos os cantos, com direito a loja de roupas, tudo relacionada a essa marca, comecei a ligar para meus amigos Harleiros, e fixei um adesivo do M.C. Medusas do PR junto aos outros. Indico esse passeio a qualquer motociclista, pois e algo contagiante, inesquecível e imperdível no roteiro de qualquer amante de duas rodas. No dia seguinte, me restabelecendo, fiquei mais em repouso e conhecendo a cidade. Fui buscar a Branca de Neve que após troca de óleo e algumas coisas, conheci na loja alguns motociclistas que comentaram o tanto que admiravam minha coragem em percorrer grandes trechos. Ressalva que o chá da amiga Suzi era indispensável p melhorar e no dia seguinte, levantei, tomei meu banho para despertar e mesmo com o tempo fechado, resolvi seguir, e após conhecer o monumento dos Imigrantes em Caxias do Sul/RS e registrar algumas fotos, a família do Confrade Ramiro Soares me escoltou até a saída
para pegar a estrada e confesso que fiquei com o coração muito apertado ao despedir dessa família, pois senti que já os conhecia a muito tempo e através do forte abraço e lágrimas que escorriam pela minha face, demonstrou o carinho que tive, juntamente com a sorte de viver momentos maravilhosos. Ao sair de Caxias, desabou o mundo, coloquei a moto no modo C, destinado a chuvas mesmo e de maneira mais reduzida na velocidade, fui seguindo viagem. Tinha em mente passar pela serra do Rio do Rastro, porém com chuvas e carregada com bagagens, não achei viável ser o momento, deixando para outra ocasião, pois tenho a certeza que terei nova oportunidade de fazer.
Quando sai da estrada Rota do Sol e peguei a BR 101, parei no posto para abastecer, ir ao banheiro e esticar o esqueleto um pouco, quando ao retornar me deparei com um homem, vestido com roupa de escolta de caminhões e armado ao lado da minha moto e eu gelei, me aproximei com objetivo de saber o que estava acontecendo e ele disse: “Vim te agradecer pois graça a você, ganhei uma aposta dos meus amigos, pois quando você entrou no posto eu percebi que era uma mulher e eles duvidaram e olha a cara deles surpresos em verem você de hayabusa…kkk” . Confesso que o susto foi tanto que nem perguntei o que ele havia ganhado com a aposta.kkkk
Como havia também recebido o convite do amigo do Facebook, Juarez Martins para no retorno almoçar com ele e sua esposa e já passava das 13h, liguei para ele não esperar e o mesmo insistiu para passar lá que não iria atrapalhar e me deu um ponto de referência, na lagoa em Laguna, e quando na descida avistei o amigo, fiquei feliz, percorremos um pequeno trecho de terra e ele já havia comprado camarões, pois ele sempre me falou que os camarões da Lagoa são os melhores… kkkk. Após comer uma enorme travessa de camarões fritos por sua esposa, descansei, entrei no PC, atualizei o diário da minha viagem, respondi recados para amigos que me acompanharam em toda minha viagem e tinha ciência da preocupação deles comigo, muito legal isso, pois a cada dia tinha mais seguidores que viajavam juntos comigo, mesmo de forma virtual, mas sentia a vibração de otimismo e fé por tudo dar certo e Deus continuar me protegendo.
Sai de Laguna por volta das 16h, e na BR 101 observei a quantidade de pessoas que vendiam salames enormes…, resolvi comprar um também, e o coloquei na minha humilde bagagem na moto e lá estava eu novamente nas estradas, agora com o salame na moto também. Kkk
Cheqando em Florianópolis a amiga Karyne do M.C. Divas do Asfalto foi me buscar em São José, cidade ao lado, percebendo muito a felicidade dela, registrou a foto antes de irmos para o apartamento e foi magnífico quando ela disse que vim para trazer luz, pois ela havido acabado de saber que estava grávida. A noite ela e seu marido, fizeram um maravilhoso churrasco na sacada do apartamento e ríamos muito com a quantidade de fumaça. Estavam presentes vários motociclistas, a Fran, Fer, Ágatha, Confrade Anderson Barreiro e passando uma noite bem agradável, com brincadeiras e assuntos de moto em comum.
No dia seguinte a amiga Francielle Demétrio, foi me buscar para levar a um city tour pelas praias e lugares de Floripa, ela com sua valente Bis e eu ao lado com a Haya. Certo momento ela disse, sua moto pode ter mais motor, mas a minha tem bagageiro, levantando o banco para guardar minhas coisas lá…kkkk. Fomos a muitos lugares como praia de Jurerê Internacional, Canasvieiras, Sambaqui e nem a chuva nos intimidou…kkk. Terminamos na loja da Harley Davidson que a amiga Karyne trabalha e depois de um delicioso café, retornei no apartamento, arrumei tudo e segui para Itajaí/SC.
Passei na estrada e visualizando Balneário Camburiú, senti muito não estar dessa vez na casa da amiga Márcia Poggi, como já conheço muito o local, e já tinha encontrado com a amiga no evento em Laguna, resolvi tocar rumo Itajaí/SC, na casa do amigo Rodrigo Sanches e sua esposa Fabiana, engraçado que o apartamento deles é próximo ao cemitério e foi fácil achar, pensei comigo, essa minha moto é companheira mesmo, me leva em tudo quanto lugar….kkkk
Chegando lá, presenciei o prato maravilhoso que o amigo e Confrade fez, já conhecia a fama do mesmo nas artes pela culinária. Batizamos o prato de camarão a Branca de Neve, em consideração a minha estada …kkk
No dia seguinte estava chovendo, mas mesmo assim fomos de carro conhecer muitos pontos turísticos na cidade, principalmente o Porto de Itajaí, mercado e o lindo Mirante da Cruz, com um maravilhoso castelo que transformaram em restaurante.
Dois fatos me marcaram muito, foi de ter dormido num lindo quarto cor de rosa, já que suas filhas estavam viajando e o meu amigo ter escrito na areia o meu nome, data e o símbolo da Hayabusa, jamais vou esquecer, afinal de contas foram momentos maravilhosos que ele e sua esposa me deixaram também bem à vontade, conversamos muito e trocamos experiências de profissão. Já estava cansada de fazer mala e carregar na
moto, kkkkk, mas eles me ajudaram a amarrar e após um forte e caloroso abraço me despedi do casal e novamente estava de volta na 101. Nisso começou a chuva forte e como também tinha recebido o convite da Medusa para estar conhecendo a casa deles em Itapoá/SC que ia amar, fiquei em dúvidas se ia ou não, e ao chegar ao posto para novamente abastecer resolvi entrar, saindo da BR 101 e pegando outra estrada, com sentido Garuva /PR e lembrava que ela havia me falado que na cidade tinha um porto e percebi as estradas com carretas enormes e contêiner para serem descarregados, achei melhor aventurar. Amei a paisagem e parava para tirar fotos, pena que não tinha ninguém para tirar minha, mas registrei da moto na estrada e já me dei por satisfeita. Não acreditei quando me deparei com uma ponte de madeira, pequena e em péssimo estado para entrar na cidade, como havia chovido estava cheia de barro e escorregadia, ai nesse momento eu pensei… E agora? Moto pesada e se escorrega? Respirei fundo, parei, olhei, mirei, pedi a Deus e fui… kkk, acabou dando certo. Ao constatar o porto, logo em seguida já visualizei a Medusa e Sérgio, nossa fiquei muito emocionada, pois eles já estavam me esperando na estrada, já que a casa deles, fica ao lado do porto, lá conheci o Théo, filho deles de 3 anos, que na hora me apaixonei pelo guri. Fui para ficarem dois dias, fiquei uma semana, pois a casa maravilhosa, que já dava na areia da praia, observava direto navios atracando e hoje sei todos os tipos de manobras do navio e do prático (barco que conduz o navio até o porto)… kkkk. Conheci pessoas incríveis, vizinhos que me convidavam para andar de lanchas, (me levando até a ilha São Francisco do Sul),
outro vizinho que convidou para saborear no quiosque na própria casa dele, vendo o porto e navios chegando, com o luar ao fundo… Pude reencontrar o amigo de Campo Grande, integrante dos Feras do Pantanal, M.C. o qual fiz parte, Coronel Rocha que lá residi e também passou alguns momentos na nossa companhia, sendo muito bem recebidos pelo casal de motociclistas.
Acordava curtindo a praia, vendo navios, comendo muito peixe oferecido por amigos pescadores e é claro tomando algumas geladas… kkkk, nem tinha vontade de sair da casa e raramente fomos na cidade, me sentindo no paraíso. Como já ciente que estava mole para despedidas, aproveitei que a Medusa estava dormindo e sai, sei que é falta de educação sair sem se despedir, mas sabia que ia me emocionar muito, pois ter ficado com eles naquele lugar maravilhoso, pude finalmente descansar e relaxar….
Peguei estrada novamente e agora com rumo a São José dos Pinhais/PR, subindo uma linda serra, porém com muito fluxo de carros e caminhões, pois para variar havia acontecido acidente com uma carreta na 101 e estava tudo congestionado, fui cortando os carros, hora passando pela esquerda, hora pelo meio quando dava e a chuva descendo. Já na casa dos amigos Janete e Miro Domacoski, estava sendo esperada, pois havia me comprometido a estar auxiliando no Natal das pessoas carentes e após um banho rápido, começaram a chegar os motociclistas com a finalidade de embrulhar os presentes e ir marcando com identificação o sexo e idade para a entrega. A sala da amiga não tinha condições de entrar, de tantos brinquedos que conseguiu com alguns M.C. e outras parcerias, lá estavam os Spartans, Cyganus, Medusas e outros amigos. No dia seguinte, já sábado continuamos com a prazerosa missão, é claro que tudo acompanhando um maravilhoso churrasco feito pelo Sr Miro e a Sanfona tocada pelo Robson, filho do casal e integrante dos Cyganus. Como sempre lá não é somente uma casa, mas um lugar dos motociclistas se encontrarem, tendo o calor humano e a hospitalidade de uma típica família de motociclistas.
No domingo após a chegada do Papai Noel e caminhão carregado, saímos em comboio com direito a muita festa. Fomos à primeira comunidade carente, que junto existe um lixão, nesse momento refletimos de como nossa vida é boa e temos muito motivo para agradecer. Como ainda havia muitos brinquedos resolvemos ir a outro local e uma nova entrega presenciando crianças de todos os tamanhos alegres naquele momento que vinham correndo. Também passamos numa casa de idosos, levando alegria e carinho humano. À tarde resolvi viajar para São Paulo, pois havia me programado a passar com meus parentes e encontrar minha mãe. Depois viajei até Caraguatatuba e foi hospedada pela amiga Thays Vieira, presidente do M.C. Mulheres motociclistas de São Sebastião, tendo muito calor humano entre as integrantes, principalmente Magali Almeida,que nos acompanhou para mostrar a linda noite em São Sebastião, visitando o centro histórico e jantando um maravilhoso prato de frutos do mar. De lá acreditem, fomos num velório, pois uma das integrantes havia perdido o pai e fomos dar o consolo nesse momento difícil. No dia seguinte aproveitando que elas iam ao enterro, sai com destino a realizar a Rio Santos, como disse saberia que ia chorar e procurei evitar, e mesmo com chuvas pude visualizar o lindo trecho com curvas e praias, algo lindo de ser ver mesmo.
Apesar de tudo estar congestionado e em alguns trechos com parada total devido ao desbarrancamento, eles tinham que tirar a terra que havia caído dos morros e isso atrasou um pouco a viagem, chegar a Rodovia 116, Régis Bittencourt, a chuva caiu mesmo e junto veio o frio forte que desencadeei o hábito de nas paradas tomar chocolate quente. Quando escureceu ficou pior, o frio doía os ossos, toda encharcada de água, e como saída colocava as mãos no vento do escape para esquentar…kkkk.
Chegando a São José, me deparei com a Branca de Neve toda estilosa, pronta para rodar novamente. Após ir com Sr Miro na rota do Vinho, com objetivo de comprar uns vinhos coloniais para o aniversário da amiga Janete, acabei provando muitos até saber qual levar…kkkkk. Como sempre ao ambiente de muita alegria e descontração, junto a familiares e amigos, comemoramos o níver da Janete e no dia seguinte já peguei o trecho rumo a Maringá na casa da amiga motociclista e pilota de pistas, Claudia Guapo, que como ela estava ocupada, fazendo as unhas, kkkk,fiquei aguardando no posto na entrada da cidade e nisso fiz muitas amizades com alguns rapazes que estavam lá e tiramos fotos, pois eles também ficaram admirados de saber da onde estava vindo….kkkk. A noite estava resistente a sair, pois ia pegar estrada, mas ela e a Márcia Zapolatto de Andradina/SP e que já viajou na minha garupa para o evento em Pirajú/SP e não tendo como recusar acabei saindo num lugar maravilhoso e só viemos embora as 3h da madruga, peguei no pé.kkkk. Toquei direto até Campo Grande, pois já era no domingo, dia 06 e no dia 07 começava a trabalhar. Parei para registrar com fotos a cidade no interior do PR, com o nome de Califórnia e ainda fiz uma gozação no meu face. Olha já fui à Califórnia!!! E fiquei lembrando e cantando da musica, “ Garota eu vou p Califórnia, viver a vida sobre as ondas, apesar daquele trecho que diz… Na minha vida ninguém manda não, vou muito além dos meus sonhos”, achei tudo a ver comigo. Meu estilo de vida..kkk
De repente fiz uma pergunta a mim mesma, será que assusto tanto os homens, com essa determinação e mostrando-se com personalidade forte que muitas vezes eles têm receio de chegar para ter relacionamentos? Kkk, mas não estou preocupada com isso, pois sei que tem que ser o Cara, gostar do que faço e ser parceiro.
Na primeira oportunidade fui à missa e agradeci muito a Deus pela viagem maravilhosa e tudo ter dado tão certo, rezando também pelas famílias e amigos que conheci e me hospedaram.
Como falo, não sou Roberto Carlos, mas gosto muito de ter emoções e isso consigo ter em cada km rodado com minha inseparável Hayabusa 1340 cc…
Ou a frase do amigo Guerrero que adoro. “Viver é para os comuns eu faço histórias…”
Ou “Se eu não tenho um destino, no caminho eu encontro”.
Até a próxima viagem e meu tradicional 1340 Bjos….
Texto: Rosana Costa
Fotos: Arquivo pessoal
I PARTE
ESTRELA SOLITÁRIA PERCORRE 5.526 KM NAS ESTRADAS DO BRASIL
Conhecida como Amazonas de Aço do Pantanal, Rosana Costa, uma paulista de nascimento, mas com o coração Sul Mato Grossense, com determinação, coragem e muita fé, percorrendo as estradas desse Brasil, conhecendo amigo, fazendo amizades e descobrindo lugares maravilhosos, conforme relato emocionante narrado.
“Quando resolvi viajar mais uma vez, tinha em mente realizar uma viagem cheia de emoções e aventuras. Como sempre viajando só, ou melhor com Deus, gostaria de associar um lugar maravilhoso com o prazer por duas rodas. Já em férias de um serviço nada fácil, pois ser Psicóloga no sistema prisional, tendo uma rotina bem tensa e estressante, com relatos de mulheres encarceradas e histórias de muitos sofrimentos, vi a necessidade de recarregar a bateria e para isso estar a bordo na minha Branca de Neve, ou também Garça Pantaneira, nome carinhoso, no qual apelidei minha moto Suzuki, modelo Hayabusa, 1340 cc, potente e muito estilosa, pois onde chega chama muito a atenção, talvez pelo tamanho, ou pela beleza mesmo, sem contar das pessoas estranharem verem uma mulher pilotando e estando só nela e muitos assustarem.
Resolvi ir pela terceira vez no encontro em Laguna/SC, lugar de praia, gente bonita e também por que lá aconteceria o 1 encontro Nacional da C.M.M. (Confraria das Mulheres Motociclistas).
Sai de viagem no dia 04/12, uma terça-feira, rodei 600km, passei por Nova Andradina, Usina Porto Primavera, entrando pelo norte do PR, Nova Londrina, Paranavaí e chegando em Maringá/PR na casa da amiga Claudia Guapo, também motociclista, uma piloto que corre em pistas.
No dia 05/12, quarta-feira, sai pela manhã com destino a São José dos Pinhais/PR, uma cidade ao lado e Curitiba, rodando mais 459 km, passando pela serra do cadeado, cheia de muitas curvas e um lindo visual e ali já sentindo algo diferente com o freio dianteiro da minha moto, o qual desencadeei o hábito de apertar várias vezes para assegurar o freio. Ao chegar na residência do casal de amigos Janet e Miro Domakoski, (M.C. Spartans) fui recebida com muita alegria, e a noite muita festa, com mais amigos motociclistas e de outros moto clubes,(Cyganus, Medusas) inclusive com alguns do nordeste que estavam viajando pelo Sul e não acreditaram que uma mulher saiu do Pantanal numa Hayabusa e estava viajando só. Lá encontrei meu amigo do face, vindo de MG, Daw do Formiga M.C. com sua V-Strom e descemos juntos para Laguna na quinta, dia 06. Gostei pois pude registrar a estrada com muitas fotos minha em movimento com a moto e também pela interação com outro amigo motociclista, curtindo os trechos e a beleza dos lugares onde passamos, apesar do fluxo intenso na Br 101, não tinha como não observar as praias que passavam e pensava, como nosso Brasil é lindo e percorrendo em duas rodas, fica mais lindo ainda, pois como diz a frase, viajar de carro você curte, mas de moto vc aprecia cada km rodado. ..
Chegando em Laguna com muito sol, aquele mar maravilhoso, lindo, azul, areia branca, lindo cenário, já fui direto para o evento e já registraram minha chegada, mesmo com roupas de motociclistas e sentada num bar no evento, que ficava a beira mar, eu e meu amigo mineiro, fomos tomar uma gelada para comemorar nossa chegada e mais um pouco conheci a Confrade Márcia leoa com mais amigas, ai foram muitos brindes…kkk. Como sempre o primeiro dia é o melhor do evento, menos pessoas, mais adrenalina, menos bagunça e mais fácil para encontrar amigos, pois depois lotou de uma forma que não tinha nem condição de andar lá dentro.
Aconteceram no evento o concurso garota Laguna e o Mister Laguna, homem mais lindo do evento e eu, junto com algumas mulheres da CMM, fui convidada a ser jurada, adorei. kkkk
Na sexta, levei minha moto para verificar o freio dianteiro no mecânico do evento, e após ele ter sangrado, trocado o fluído, disse q era o reparo e que não tinha a peça para repor, confesso que fiquei chateada, pois não sabia se retornasse para Florianópolis, ou tocava para Porto Alegre, mas colocando a vida em risco com a moto totalmente sem freio? Tinha me programado para ir na Serra do Rio do Rastro com os amigos mineiro e o Néder de Brasilia, fiquei muito frustrada por realmente não ter condição de ir. Fiquei pensando e agora, o que fazer? Foi quando no sábado a noite, triste e cabisbaixa, com as mãos nos rosto, sentei só e pedi a Deus uma solução, foi quando nesse momento um casal se aproximou e perguntou-me se não era a Rosana Costa? Confirmei e eles muito amáveis se apresentaram como amigos do facebook e indagando minha postura de tristeza e ao relatar o fato e preocupação com minha moto, me levou a um lugar q indicou um mecânico com o nome de Gilmar, que é motociclista e estava no evento, isso era quase meia noite, porém ele não estava com as chaves da oficina que fica na cidade de Tubarão, ao lado de Laguna e ele tinha que buscar em outra cidade, para daí vir buscar minha moto em Laguna e levá-la para ver se conseguiria arrumá-la. Eu pedi a ele esse favor e talvez ele
vendo meu desespero e vontade de seguir viagem com o pessoal, foi muito solidário. As 2h da manhã ele foi buscar minha moto no hotel e as 7h entregou. Sem contar que nunca tinha visto ele na vida e confiei em entregar as chaves e documentos, já que ele tinha que levar a moto para consertar em outra cidade, em Tubarão, ao lado de Laguna e estava cheia de blitz, não tinha outro jeito. Mas senti que meu coração deu aval. Confiei, sou assim, coisas de psicóloga, ter percepção e sensibilidade. Ele trabalhou na minha moto a madrugada toda e não era o reparo e sim o disco empenado. Nunca imaginei isso, um profissional e pessoa tão humana, o que o outro mecânico não se dedicou, esse fez e muito, talvez o fato dele ser integrante de moto clube, reconheceu e valorizou um motociclista que estivesse em apuros, mas jamais vou esquecer e merece que cite a Daytona Motos em Tubarão/SC, como a oficina e o Gilmar, o cara…kkkkk
Como tinha conhecido 3 mulheres motociclistas de Caxias do Sul, e elas tinham me convidado para conhecer lá e já ciente que íamos passar por Torres e a rota do Sol, decidi ir junto e como não havia dormido aguardando minha moto, as 8h já estava pronta e seguimos viagem. Paramos para registrar a placa da divisa de SC e RS, como tenho uma foto na placa em RN, juntei as duas e sempre falei, vou do RN ao RS, na minha tocado e sempre chego….kkkkk.
Resolvemos tirar o domingo para conhecer as praias e alguns pontos turísticos em Torres/RS.
Por Rosana Costa
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A Yamaha R6 laranja, com cara de bandida, entra acelerando pelo box. O ronco do motor é forte e vitaminado por um “Power Comander” que eleva a potência, deixando-a com quase 150 cv. A pilota retira o capacete, passa as mãos alisando o cabelo e abre um sorriso quase infantil. Vaidosa, a gaúcha Cristina Noskoski, com equipamento de proteção de primeira e esbanjando charme e simpatia, nem parece ser a mesma jovem senhora de 46 anos que participa de bailes e pacatos chás de caridade em Passo Fundo (RS), sem que desconfiem de sua “identidade secreta” de pilota, ou mesmo a avó que acalenta no colo a pequena neta Isabella, de apenas 6 meses. Pois essa “vovó”, utilizando uma pimenta vermelha como símbolo e a frase “Vem comigo… que no caminho eu te explico!” como lema, está treinando e mobilizando várias meninas e mulheres de diversas partes do país que atenderam ao seu chamado. Agora elas estão acelerando forte nas pistas e em baterias exclusivamente femininas as suas superesportivas de 600 e de 1000 cc.
Cris, como é conhecida, tornou-se motociclista já madura. Aprendeu a andar de motocicleta aos 39 anos, engrossando as estatísticas que apontam que 25% das motos comercializadas hoje no Brasil já têm uma mulher como proprietária. É verdade que ela
não começou de uma forma muito ortodoxa. Afinal, já saiu acelerando uma musculosa Yamaha TDM 850 e chegou a usar bandana de caveira e luvas de franjinha tipo estradeira até se apaixonar pelas superesportivas e incluí-las em seus sonhos.
Quando o marido comprou uma Honda HRC Fireblade de 1 000 cc com o objetivo único de fazer negócio, ela garante ter sido um dos dias mais felizes da sua vida: “Fui cantando, rindo e tremendo até a cidade de Chapecó (SC), onde estava a moto”, diz. Não demorou a convencer o marido a ficar com a moto por um mês antes de vendê-la e entrou assim para a “criminalidade”, já que roubava as chaves do marido e andava às escondidas com a
Fireblade. “Não tinha mais jeito, seria amor infinito. Era uma bela história de amor que começava ali”, diz ela.
Ganhou do marido uma Kawasaki Ninja e não demorou para comprar o macacão de couro, as botas e luvas esportivas e se matricular nos primeiros cursos de pilotagem e track
days, com o objetivo único de aumentar a segurança sobre a motocicleta. Com um “pé” nas pistas, começou a formigar em sua cabeça a vontade de correr. Mas, como o marido
jamais concordaria em vê-la alinhando com os marmanjos, surgiu a ideia de fundar um grid feminino. Pronto! Assim foi fundada a Confraria das Mulheres Motociclistas (CMM). E
logo ela começou a usar as redes sociais para localizar e cooptar suas “confreiras”.
“Em dois meses já éramos seis, o total que eu precisava para nossa primeira corrida”, conta ela. Ciente da importância da segurança nas pistas, Cris Noskoski iniciou uma
série de contatos antes de formar o grid feminino e conseguiu com as escolas de pilotagem cursos e treinos gratuitos para todas as meninas que quisessem participar de uma corrida, que ainda nem tinha data definida para acontecer.
A primeira prova aconteceu na segunda quinzena de setembro, dentro do GP Gaúcho de Motociclismo, com o nome de Troféu Cristina Rosito. Era uma homenagem à primeira mulher a competir com motos no Brasil – isso em 1982, quando tinha apenas 11 anos de idade. Rosito esteve presente no autódromo de Santa Cruz do Sul (RS) e foi também a madrinha do Troféu.

Muitas das meninas só foram se conhecer no dia da prova, todas com camisetas da Confraria, adesivos e banners. Compartilhavam um box organizado e decorado. Só não contavam com o dilúvio que caiu no dia dos treinos e da prova, daqueles que fariam muito marmanjo desistir de andar de moto. As meninas não desanimaram e fizeram seu batismo sob as piores condições, mas dando show de pilotagem, com direito a aquaplanagens e controlando derrapagens com a maior categoria.

“A Cris revelou-se uma grande vendedora”, afirma a administradora hospitalar Juliana Maioli, de Bento Gonçalves (RS), que agora também é pilota no comando de uma Yamaha YZF R1. Juliana foi a vencedora na categoria 1000 cc e garante que “Cris Noskoski fez uso de seu notável poder de persuasão e conseguiu mobilizar algumas
mulheres para esse pontapé inicial”.Já para a paranaense Liz Cordova, 33 anos e pilota de uma BMW S 1000 RR, o fato de participar de um campeonato a torna mais forte, tanto na vida profissional quanto na pessoal. “Eu sei que na pista, mesmo durante os treinos,
é difícil para um homem ser ultrapassado por uma mulher, mas a maioria vem nos cumprimentar”, diz ela. “Gosto da adrenalina de estar em cima de uma moto em uma modalidade em que apenas os homens conseguiam dominar essas máquinas.”
Luana de Farias, gaúcha de Passo Fundo de apenas 23 anos, vencedora da prova na classificação geral, também encontra na moto a força até mesmo para superar situações difíceis como a morte da mãe. “Minha paixão por motos começou na infância, quando eu
ficava grudada nos vidros do carro só vendo as motos ultrapassarem em alta
velocidade”, diz ela. Ao completar 18 anos, comprou uma Yamaha YBR 125 e, quando a mãe faleceu, trocou-a por uma Kasinski Comet GTR 250. “Eu tinha saudade e me sentia sozinha, pegava minha moto e saía a rodar, para qualquer lugar, sem destino, até que o sentimento de tristeza ia embora e ficava o conforto”, diz ela. Não demorou para trocar a Comet por uma moto mais potente, uma Honda Hornet, que utilizou para vencer a prova.

Algumas das garotas do grid feminino começaram bem mais cedo, como a gaúcha Márcia Reis, que hoje vive em Erechim (RS). Ela teve a primeira experiência com veículos motorizados de duas rodas aos 13 anos, com uma Garelli. Outras já têm até nome artístico, caso da também gaúcha Gabriella B., mais conhecida por Gabi Racing,
que aos 29 anos já passou mais da metade de sua vida sobre uma motocicleta. Afinal, começou a pilotar aos 15 anos, tocando uma Yamaha RD 350 (a temida “Viúva Negra”), e hoje possui três motocicletas: Yamaha YZF R1 de 1000 cc, Yamaha YZF R6 e Lander
Motard, com as quais participa de apresentações com o grupo Racing Girls Show.
Márcia Reis diz que percebe nos olhos das pessoas mais admiração que preconceito em relação às mulheres motociclistas. Suas colegas de grid, porém, são unânimes em afirmar que ainda sofrem discriminação, tanto por parte dos homens como das mulheres. Segundo Juliana Maioli, alguns homens são muito intolerantes e não aceitam que elas possam ser tão boas quanto ou melhores que eles em um esporte considerado masculino até pouco tempo atrás. “Pilotar exige muito mais técnica, destreza e inteligência do que força física”, diz ela. Quanto ao preconceito feminino, Cristina Noskoski garante que chegou até a sofrer “bullying” por parte das esposas de um grupo de motociclistas de sua cidade. “Algumas mulheres nos veem como concorrência desleal, pois acabamos sendo o centro das atenções em alguns lugares e causando certo frisson!”, diz Juliana, que acha isso inevitável. “Afinal, estamos comandando bólidos de mais de 1 cv/kg.”
Com bom humor, Cris tem uma solução para esse problema: “Acho que os homens têm algum fetiche com macacão de couro e motocicletas superesportivas, então eles deveriam comprar essas coisas para suas esposas, em lugar de ficar fantasiando com a mulher dos outros”. Cercadas de preconceito ou não, o fato é que as mulheres
motociclistas estão tomando também as pistas. No centro do país já existe um grupo organizando a “Superbike com Batom”, enquanto a Confraria garante já estar com mais de 130 meninas cadastradas, 98% delas pilotas de esportivas, e preparando o primeiro evento nacional, que acontecerá em Laguna (SC), entre 6 e 9 de dezembro.
Enquanto esse dia não chega, várias “confreiras” estão tatuando pimentas vermelhas pelo corpo. Com a sua já devidamente gravada no tornozelo, Cris Noskoski se diverte:
“Somos como pimenta, não é todo mundo que gosta nem todo mundo que aguenta!”

As mulheres serão um show à parte na quarta etapa do GP Gaúcho de Motovelocidade, marcada para hoje e amanhã (15/16 de setembro) no autódromo de Santa Cruz do Sul (RS). Fortes emoções estão garantidas com uma bateria exclusivamente feminina, batizada de Troféu Cristina Rosito, pioneira na motovelocidade. Estão confirmadas 10 competidoras em motocicletas de 600 e 1000 cilindradas. Com entrada franca para as arquibancadas, a etapa do GP Gaúcho é válida pela Copa Mercosul de Superbike.
O grid terá as gaúchas Cristina Noskoski, Juliana Maiolli, Luana Farias, Regiane Rezende, Sabrina Fochesatto, Helencris Silva e Márcia Reis, além da paranaense Lizete Cordova, da capixaba Gabriela Campos e da participação especial da paulista Carla Abrahão, outra piloto que fez história competindo ao lado dos homens. “Estamos bastante ansiosas. Todas as participantes buscaram se aperfeiçoar e possuem cursos de motovelocidade. É uma responsabilidade grande, já que este será o primeiro grid exclusivamente feminino do Rio Grande do Sul”, disse Cristina Noskoski, diretora da Confraria das Mulheres Motociclistas do Estado e idealizadora do Troféu Cristina Rosito.

Aliás, a gaúcha que marcou a motovelocidade nacional na década de 80 estará na pista, mas não competindo. “A Cristina Rosito dará a volta de apresentação e a bandeirada final. Os troféus também serão entregues por ela”, continuou Noskoski. “O nosso maior objetivo é organizar um campeonato de nível nacional e com grids cheios para as mulheres. Com incentivo, a classe feminina tem tudo para ir longe. Estou sentindo muito orgulho de cada uma das competidoras, e sinto uma enorme gratidão por elas fazerem jus à frase que eu uso sempre: Vem comigo, que no caminho eu explico”, concluiu, com muito bom humor.
*Programação – 4ª Etapa GP Gaúcho de Motovelocidade
Domingo – 16/9
8h30 – 9h – Escola de pilotagem Grin Jets
9h05 – 9h20 – 125 cc – Warm-Up
9h25 – 9h40 – Fórmula Turismo – Warm-Up
9h45 – 10h – Feminino Copa CMM – Warm-Up
10h05 – 10h35 – Escola de pilotagem Grin Jets
10h40 – 10h55 – 250 a 300 cc – Warm-Up
11h00 – 11h15 – Copa Mercosul e Super Bike – Warm-Up
11h20 – 11h50 – Escola de pilotagem Grin Jets
12h30 – Troféu Cristina Rosito – 10 voltas / Pódio
13h15 – Foto oficial dos pilotos reunidos – Abertura oficial
13h40 – Prova – Copa Mercosul e Superbike – 15 voltas / Pódio
14h30 – Prova – Fórmula Turismo – 11 voltas / Pódio
15h20 – Prova – 250 e 300cc – 11 voltas / Pódio
16h10 – Prova – 125cc – 11 voltas / Pódio
* A programação está sujeita a alterações.
Com organização da Associação Gaúcha de Esportes Motociclísticos (AGEM), o GP Gaúcho de Motovelocidade tem o patrocínio de Pirelli, Zuun Motorcycles, Transportes Spolier, Sulfer, Impacto Motos e Servitec. O evento conta com o apoio de Chacal Fotografias, Rádio Cross,Motovelocidade.com.br, Remi Moto Peças, Summer Racing, Curva do S e Associação dos Motociclistas do Rio Grande do Sul, além de supervisão da Federação Gaúcha de Motociclismo e promoção da Encontros do Sul. O site oficial é o www.gpgaucho.com.br.
Fonte: Divulgação / Mundo Press
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Cris como é conhecida, iniciou suas atividades no mundo das motos , aos 39 anos, com uma Yamaha TDM 850. Com o passar do tempo se apaixonou pelas superesportivas e passou a incluí-las em seus sonhos.

Cristina Rosito

Juliana Maioli

Liz Cordova

Luana de Farias

Márcia Reis

Gabi Racing
A Confraria de Mulheres Motociclistas, já tem hoje 130 meninas cadastradas, sendo 98% delas pilotas de esportivas.

Olá amigos
A uns anos atrás eu criei a cmm confraria das mulheres motociclistas, mas era um projeto que eu não podia tocar pois eu estava no comando do alto giro mc (do qual sou fundadora também) e o grupo estava no inicio, precisava se solidificar ficar conhecido e respeitado por isso optei por me dedicar ao alto giro fazendo a sua imagem em eventos motociclisticos quanto isso aconteceu, quase cinco anos depois retomei o projeto cmm
Montei todo o esquema cmm e comecei a cadastrar as meninas no Brasil todo fazendo assim nosso primeiro evento juntas em dezembro em laguna SC, fiz também a copa cmm Racing de moto velocidade que participaram confrades do Paraná e do espírito santo, fazendo assim a primeira copa de moto velocidade do Brasil só de mulheres, nossa primeira competição, consegui para as meninas treinos gratuitos e aulas de pilotagem com os professores do RS pois eu já era conhecida no meio de tanto participar e escrever colunas para revistas e sites, fazia sempre a cobertura dos eventos do GP Gaucho…
Fiquei vice campeã gaucha de moto velocidade e campeã da categoria Old aos 47 anos de idade muito bem vividos, comecei nas pistas aos 46 e acho que não paro mais.
Hoje contamos com muitas cadastradas no Brasil, mais de cem… Temos diretoras (células) que deveriam funcionar em cada capital, mas isso não funciona direito, só um estado funciona muito com sua diretora, Florianópolis, acho que a Fernanda Damasio pegou o jeito e o esquema da coisa, os outros acabam ficando comigo mesma, eu ainda espero conseguir passar para as minhas diretoras tudo o que eu sinto e o que todas podemos fazer juntas pelo motociclismo feminino.
Não temos preconceito de cilindradas, pois o que nos une é a paixão e não o que temos ou não temos
A CMM nasceu para unir as meninas (mulheres) do Brasil inteiro independente de tudo, nossa união é só pela paixão mesmo e o bom em tudo que não ficamos mais sós em cada estado ou município que viajarmos é só dar um grito em uma rede social e pronto já tem parcerias…
E com o lema VEM COMIGO… QUE NO CAMINHO EU EXPLICO, vou indo trabalhando sempre pelo motociclismo e contando com a ajuda de todas as meninas (diretoras) ou não para compartilhar e passar essa paixão adiante.
Uso a pimenta como símbolo, sou uma apaixonada por pimenta, tenho uma tatoo e as meninas estão tatuando pimentas também, usamos a frase: Somos como pimenta não é todo mundo que gosta nem qualquer um que agüenta…
Bom isso é mais que verdade, tenta agüentar um bando de mulheres unidas?? E com super cilindradas ou não, ninguém consegue.
Nossa camiseta é linda, decotada como toda mulher gosta… Preta com dourado com a frase: aos pássaros duas asas as mulheres duas rodas. (autor desconhecido) na parte de trás e pilota cmm e uma pimenta na frente.
A CMM já é uma referencia nacional, já faz muito sucesso no Brasil inteiro e isso me deixa muito envaidecida e agradecida a todos e todas que cooperaram com mais esse projeto que continua sempre.
Obrigado pimentas, obrigado Diretoras, obrigado amigos!!
